Fisioterapia e Moda Inclusiva: projeto une cursos do UniToledo em prol de pacientes com deficiência

Aline Ceolin

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Os alunos puderam desenvolver ainda mais a sensibilidade e aguçaram um novo olhar voltado para a moda para pessoa com deficiência.

Os alunos puderam desenvolver ainda mais a sensibilidade e aguçaram um novo olhar voltado para a moda para pessoa com deficiência.

Mais uma vez os membros da Família Acadêmica UniToledo mostraram que a solidariedade é uma marca forte. Uma belíssima parceria foi formada entre os cursos de Design de Moda e Fisioterapia do UniToledo em prol daqueles que precisam. Roupas adaptadas foram cuidadosamente produzidas pelos alunos a fim de facilitar a vestibilidade e a vida de pessoas com deficiência.

O projeto consistiu na integração dos acadêmicos do 8º semestre de
Fisioterapia em conjunto com os alunos de moda e foi desenvolvido nas disciplinas de “Pesquisa Mercadologica em Moda”, ministrada pela professora Luana Lima, e no curso de Fisioterapia na disciplina “Tópicos Clínicos Avançados”, ministrada pela professora Camila Stringhetta.

“Previamente a professora Luana e eu nos reunimos e planejamos as aulas que seriam
feitas em conjunto com as duas salas”, explica Camila. Ficou decidido que se dividiriam em grupos compostos por dois alunos da Fisioterapia e seis da Moda, e que o grupo deveria propor um “look” funcional e um acessório para trabalho de motricidade. Ao final dos encontros os grupos deveriam escolher o “look” ou o acessório para possível confecção.

Segundo Luana os objetivos do projeto foram a integração entre os acadêmicos, facilitar a vida da pessoa com deficiência ou dificuldade motora. “Este tipo de trabalho amplia a visão dos alunos sobre o paciente com Acidente Vascular Encefálico (AVE), identificando dificuldades enfrentadas por estes pacientes, e assim também propõem soluções para minimizar ou resolver estas dificuldades”, ressalta Camila.

PEÇAS
Foram confeccionadas cinco peças no total, sendo dois vestidos, uma t-shirt, uma calça masculina e uma bolsa. Todas foram pensadas e adaptadas às dificuldades de seus respectivos donos: Fátima e Álvaro, residentes do Asilo São Vicente de Paula. Além de algumas peças produzidas pela acadêmica de Moda Margarete Centurion para Amanda Esposito, paciente do CAOE (Centro de Assistência Odontológica à pessoas com deficiência) da FOA-UNESP.

PARCERIA
Segundo Camila a parceria entre os cursos foi pensada devido a sua vivência clínica. Quando atende paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC), sempre usa uma prancha, chamada de “prancha funcional”, para treino de motricidade fina de membros superiores, com cadarços, zíperes e colchetes para facilitar os movimentos dos pacientes.

A partir disso surgiu a ideia da parceria para que os próprios alunos fossem estimulados a usar a criatividade e propor alguma ferramenta que auxiliasse na reabilitação dos pacientes.

“Desta forma, em conjunto com o coordenador do curso, Flávio Pulzzato, procuramos a coordenadora de Moda, Jussara, que nos indicou a professora Luana para a concretização do projeto. Após esta etapa, a professora Luana e eu nos reunimos algumas vezes para delinear as aulas e assim iniciamos o projeto”, explica Camila.

IMPORTANTE
Luana afirma que esse projeto é de grande importância, pois os alunos puderam desenvolver ainda mais a sensibilidade e aguçaram um novo olhar voltado para a moda para pessoa com deficiência.

“O projeto também trabalha a autoestima das pessoas com deficiência, com as peças e acessórios inclusivos eles adquirem autonomia, conseguem se vestir sozinhos”, ressalta Luana. As roupas têm modelagens e acabamentos diferenciados, como por exemplo, vestido com abertura lateral total com zíper e botão, calça com aberturas frontais em velcro e t-shirt com abertura no ombro.

Camila explica também que a atividade leva os futuros fisioterapeutas a pensarem no paciente de forma integral e aos futuros designers mostra um nicho de mercado, da moda inclusiva. “Pacientes com comprometimentos motores e deficiências diversas, enfrentam bastante dificuldade com a vestimenta tradicional, além da possibilidade de confecção de acessórios para treino de motricidade”, finaliza.

Edição: Fernanda Muniz