Aluna de Análise e Desenvolvimentos de Sistemas do UniToledo integra equipe em Torneio Nacional de Robótica da FLL no Distrito Federal

Álbum Pessoal

O time conquistou o segundo lugar em “Solução Inovadora” e foi a única equipe brasileira indicada para o GIA (Global Innovation Award), que ocorrerá no mês de junho em Washington, nos Estados Unidos

O time conquistou o segundo lugar em “Solução Inovadora” e foi a única equipe brasileira indicada para o GIA (Global Innovation Award), que ocorrerá no mês de junho em Washington, nos Estados Unidos

A aluna do 1º semestre do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do UniToledo Beatriz Helena de Souza Nunes, de 18 anos, participou como mentora da equipe de garagem “Think Team” no Torneio Nacional de Robótica da First Lego League, FLL como é conhecida, realizado entre os dias 17 e 19 de março, no Sesi de Taguatinga, em Brasília, no Distrito Federal.

O time conquistou o segundo lugar em “Solução Inovadora”, trazendo surpreendente resultado, além de ser a única equipe brasileira indicada para o GIA (Global Innovation Award), que ocorrerá no mês de junho em Washington, nos Estados Unidos.

Além da mentora Beatriz, o Think Team é composto pelo técnico Silas dos Santos Vergilio, 25, do 8° semestre de Engenharia Elétrica da Unesp, pelo técnico suplente João Villas Boas, 22, do 6° semestre de Engenharia de Controle e Automação da UFABC e pelos alunos Kherollyn Alencar, Yasmin Ribeiro, 15, ambos do 1° ano do ensino médio, Felipe Tiozo e Felipe Silva, 17, ambos do 3° ano do ensino médio.

Beatriz conta que a parceria surgiu desde maio de 2016, quando o conceito inicial era apenas o compartilhamento de conhecimentos e, em seguida, surgiu a ideia de criar a equipe. “Temos uma campanha que é ‘Think.Make.Share’, que é exatamente o que a frase diz ‘Pense.Faça.Compartilhe’, então o nome do time surge para inspirar as pessoas e fazer com que elas entendam a importância de ‘pensar’ e fazer acontecer”, explica.

TORNEIO
A FLL é uma ONG americana criada a fim de despertar o interesse e incentivar alunos de 9 a 17 anos nos estudos das ciências. O torneio reúne mais de 600 jovens de todos os Estados do país e consiste em equipes formadas por até dez competidores que usam lógica e matemática para encarar desafios.

Os alunos competem em quatro diferentes modalidades: Design de Robô, Projeto de Pesquisa, que neste ano teve como tema “Animal Allies”, Core Values e, por fim, a Prova do Robô, em que a equipe deve colocar seu robô à prova em uma mesa de desafios por dois minutos e meio e tentar fazer a maior quantidade de pontos.

APRENDIZADOS
Beatriz conta que o time, ao longo da preparação para o campeonato, teve a oportunidade de vivências diferenciadas, as quais alunos de graduação muitas vezes se formam sem ter contato. “A pesquisa desenvolvida foi apresentada a um dos maiores institutos de desenvolvimento e pesquisa tecnológica do Brasil, o IPT”.

A aluna afirma que, na parte de design de robô, os alunos tiveram contato com metodologias de controle linear modernas usadas no controle de máquinas complexas, em nível de profundidade acadêmica.

A discente ainda ressalta que a equipe teve uma iniciativa bem diferenciada de criar um blog, onde compartilha absolutamente tudo o que foi desenvolvido ao longo da temporada.

“O que mais chamou a atenção da equipe durante o torneio foi o reconhecimento das outras 73 equipes por este trabalho. Equipes que foram campeãs do torneio elogiando a iniciativa e compartilhando espontaneamente o quanto o blog tinha ajudado no desenvolvimento do time”, revela.

IMPORTANTE
Beatriz diz que participar deste torneio é uma experiência única, pois não serve apenas para trazer ao aluno experiências técnicas de metodologia científica, programação, entre outros. A maior contribuição está na maneira em que os competidores passam a enxergar os problemas do dia a dia e as relações pessoais.

“As habilidades aprendidas na FLL tem valor para a vida de um cidadão moderno, lições de respeito e de excelência na resolução de problemas. A FLL é um programa de formação de seres humanos por meio da robótica”, destaca.

“Esse é um torneio que visa a evolução do aluno naquilo que ele realmente se mostra bom, independente de qualquer coisa. Com a conquista que tivemos, trouxemos inúmeras propostas para que o UniToledo possa caminhar junto a nós nesse rumo que está apenas no começo”, finaliza.

COMO PARTICIPAR
Para outros acadêmicos que tenham interesse em participar deste grande evento, Beatriz conta que basta se inscrever com sua equipe. Não é preciso estar vinculado a uma instituição. Uma nova temporada será provavelmente em agosto. Os robôs devem ser todos feitos exclusivamente com peças Lego. Mais informações no site do evento.

Edição: Barbara Franchesca Nascimento